Quanto custa tirar o Habite-se? Veja o que está incluso e como regularizar seu imóvel

Receber a pergunta “quanto custa tirar o Habite-se?” é muito comum — e a resposta depende da cidade, da situação do imóvel e da etapa do processo.

Vamos te explicar o que compõe esse custo, os fatores que influenciam o valor final e como regularizar com economia.

Planilha com custos, planta baixa e calculadoras sobre uma mesa, ilustrando os valores envolvidos para tirar o Habite-se e regularizar o imóvel.

O que está incluso no custo do Habite-se?

Emitir o Habite-se envolve:

  • Aprovação do projeto técnico
  • Vistoria da prefeitura
  • Emissão de documentos técnicos
  • Cadastro no CNO e entrega da Certidão Negativa de débitos.
  • Taxas municipais e cartório

Quanto mais avançada estiver a documentação, menor tende a ser o custo final.

Vale a pena tirar o Habite-se mesmo depois da obra pronta?

Sim! Mesmo imóveis antigos ou já habitados devem ser regularizados. Ter o documento garante:

  • Valorização imediata
  • Liberdade para vender ou financiar
  • Menos riscos legais e fiscais
  • Tranquilidade para transferir o imóvel

Quais os custos envolvidos no Habite-se?

Custos Técnicos (Honorários Profissionais)

São os valores pagos aos profissionais ou empresas que cuidam de todo o processo técnico, documental e de acompanhamento junto aos órgãos públicos.

  • Elaboração ou atualização do projeto arquitetônico.
  • Levantamento do imóvel conforme construído.
  • Montagem dos processos e dos documentos técnicos exigidos.
  • Acompanhamento dos trâmites até a emissão do Habite-se.

Custos Públicos (Taxas e Tributos Municipais)

São as taxas cobradas diretamente pela prefeitura e por outros órgãos públicos envolvidos no processo.

Entre elas, destacam-se:

  • Taxa de emissão do Habite-se: Valor estabelecido pela prefeitura, geralmente proporcional à metragem do imóvel.
  • Taxa de aprovação ou atualização de projeto: Caso o projeto não esteja aprovado ou precise de atualização.
  • Taxas de protocolo, expediente e vistoria: Variam conforme a cidade.
  • Taxas cartoriais: Referentes à averbação da construção no registro de imóveis.
  • Diferenças no IPTU: Em alguns casos, a regularização gera atualização do cadastro imobiliário e cobrança retroativa.
  • ISS de obra ou taxas retroativas: Caso não tenham sido recolhidas durante a execução da obra.

Custos Federais (INSS de Obra – DISO/SERO)

Além das taxas municipais, o proprietário também precisa regularizar a obra junto à Receita Federal, através da:

  • DISO – Declaração e Informação sobre Obra.
  • CNO – Cadastro Nacional de Obras.
  • Cálculo e recolhimento do INSS da obra.

Este cálculo é baseado no VAU (Valor da Área Unitária), que leva em consideração o CUB/m², padrão da construção e a área total construída. Mesmo obras antigas podem gerar este custo, se não tiverem sido declaradas na época da construção.

Como economizar ao regularizar?

Evite erros e retrabalho com ajuda especializada. Um profissional cuida da documentação, protocolos e vistoria, reduzindo o tempo e o custo.

Além disso, o profissional pode verificar se há possibilidade de isenção de impostos e taxas, conforme a legislação vigente do município, tipo de imóvel ou perfil do proprietário. Em muitos casos, é possível reduzir ou até eliminar alguns custos do processo de emissão do Habite-se.

Conclusão

O valor para tirar o Habite-se varia, mas o custo de não ter esse documento pode ser muito maior.

Quer saber quanto custaria no seu caso?